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Henrique Sousa

Temas energéticos

Há muito que um amigo e colega me tem dito que o hidrogénio será o combustível do futuro. Eu sempre céptico a respeito disso porque no passado o hidrogénio provocou grandes acidentes e torna-se difícil de transportar em segurança.

Porém, se o hidrogénio não passar pela produção em massa, transporte e distribuição, aí vejo grandes possibilidades de vir a ser o veículo preferido. O Hidrogénio não se encontraria pronto e armazenado mas seria produzido conforme fosse necessário, com um pequeno buffer de modo a cobrir os picos de consumo. Estou a pensar por exemplo na tracção automóvel. A bordo haveria um reactor que produziria hidrogénio «just in time» para ser fornecido à pilha de combustível que o transformaria em electricidade e força motriz.

A produção de hidrogénio em regime ‘just in time’ requer uma fonte considerável de combustível e não se compadece com a produção solar dadas as áreas necessárias e a ausência de luz quando for necessária. Uma ideia que me parece promissora é a de aproveitar a reacção típica dos metais com os ácidos em que se produz um sal e HIDROGÉNIO!!! Realizei ensaios com alumínio e ferro atacados pelo ácido muriático, ou clorídrico.

A reacção com o alumínio é bastante vigorosa, sendo necessário talvez retardá-la quer por aditivos retardadores, quer pelo controle da temperatura da reacção exotérmica. Uma vantagem adicional que a reacção com o alumínio fornece é a cogeração de calor, uma vez que a reacção é exotérmica. Na tracção automóvel pode este calor ser aproveitado para aquecimento no Inverno e não seria aproveitado de Verão.

(Continua)

Trocar de carro em tempo de crise?

Posted by admin on March 15, 2013
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É natural que em tempo de crise a venda de carros novos sofra uma quebra, optando as pessoas que precisam desse meio de transporte para a sua vida profissional pela compra de carros em segunda mão. Porém, a compra de carros usados pode tornar-se uma tarefa complicada, desde já porque há carros e carros! Além disso, o carro deve obedecer às exigências da sua utilização profissional, isto é, ter as características ideais para o fim em vista.

Mesmo que se encontre o carro ideal para as nossas necessidades, pode ainda acontecer que ele venha a dar problemas de funcionamento que tornem a opção pelo carro usado numa má escolha.

O que deve ter em linha de conta ao comprar um carro em segunda mão? Antes de mais nada, solicite ao vendedor uma cópia do livrete e do título de propriedade para ver quantos anos tem o veículo. Se achar que a idade versus preço é satisfatória (hoje, com a internet é fácil de pesquisar), marque um test-drive com o vendedor e inspecione o veículo, dando atenção aos sinais de mais ou menos uso. Pneus, estofos, tapetes, etc. Procure vestígios de ferrugem e outros, nem sempre um aspecto bonito e limpo é sinal de saúde.

Ao fazer o test-drive, com pressão equilibrada nos pneus, veja se o carro não foge para um dos lados, sinal de chassis torto, acidente grave. Este desalinhamento pode não se notar à vista. Experimente também a embraiagem numa subida em 2.ª e veja se tem alguma folga no pedal antes de ele ficar solto. Embraiagem muito em cima é sinal de discos gastos.

Veja se o motor queima bem, inspeccionando o tubo de escape e zonas próximas após o test-drive.

Pneus gastos podem fazer baixar o preço, faça essa sugestão ao vendedor. Certos extras podem ser vantajosos, mas outros poderão apenas estar a mascarar defeitos. Retire as tampas das jantes se houver e veja se não há pancadas nelas.

Os cuidados a ter com o material são importantes mas mais importante é o dono anterior. Os melhores carros usados são em geral os de pessoas idosas que não andam em rallies ou no picanço, guardam o carro na garagem e não deixam que o óleo e a água faltem.

No país do chico-esperto!!!

Posted by admin on August 31, 2012
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Recebi de uma pessoa amiga o folheto da EDP SU,  o novo nome daquela EDP com que você celebrou contrato de fornecimento ou uma nova EDP que substitui a antiga com a qual você tem contrato. Até que ponto esta substituição é legal, não sei, mas também não sou jurista e por isso limito-me a levantar a questão e que responda quem sabe.

Mas esta nova EDP surge de modo a lançar a confusão ao cliente mal informado. Pois, além desta EDP há agora a EDP Comercial, uma nova EDP que vai, ao que dizem, competir no mercado liberalizado de energia em que a energia passa a ser mais cara do que a vendida até agora em regime de monopólio pela EDP. Como? Então havendo monopólio a energia é mais barata? Tal e qual! Porquê? Porque para que o preço da energia eléctrica não fosse incomportável para certas bolsas, o estado REGULAVA o preço ao consumidor por meio de uma ‘coisa’ a que chama de ERSE. O estado impunha o preço à EDP e esta dizia que a energia era mais cara do que o preço imposto e então o estado ficava a dever, o famoso défice tarifário!!! De loucos!!! Mas o estado não pagava o défice, apenas pagava juros desse défice, as não menos célebres rendas do défice. Onde é que o estado vai buscar dinheiro para pagar essas rendas? Aos impostos, onde mais podia ser? Então você, no IVA e noutros impostos está a pagar o que deixa de pagar na factura da luz. Cabe na sua cabeça isto? Na minha não. Engenharias financeiras, truque para enganar o Zé Pagode!!!

Mas o preço da energia, aquele a que a EDP SU devia vender mas não vende porque a ERSE não deixa é composto de várias coisas. Dentre essas várias coisas as únicas legítimas são:

- Taxa de potência destinada a pagar todos os investimentos necessários e custos fixos para termos energia em casa e que com ela se relacionam directamente. Para dispor de X kW de potência você paga Y/kW

- Valor da energia em que o preço do kWh dê para pagar todos os custos de produção que variam com a quantidade de energia produzida, basicamente combustíveis e lubrificantes.

Aquilo a que eles chamam de sobrecustos são subsídios que a EDP (não sei qual delas) é obrigada por lei a pagar aos produtores independentes, donos de parques eólicos e de centrais térmicas. Porquê? Porque a lei foi feita para beneficiá-los, sem isso esses investimentos não seriam feitos por falta de viabilidade económica. Quer isto dizer que o estado subsidia à custa do consumidor de energia. Bonita brincadeira!!! Dar subsídios assim não custa nada. Só no país do chico-esperto é que isto seria possível.

Mas a mama não vai acabar. Porque as “comercializadoras” terão que funcionar em cartel. Ninguém vai vender abaixo de um certo valor. Valor esse que, com a desculpa de se acabar com o preço regulado pela ERSE, vai ser superior ao da EDP monopolista. As comercializadoras vão comprar todas à EDP Distribuição (outra EDP!!!) e vender a você que é burro e vai comprar ao preço que quiserem. Não tem alternativas a não ser se puder livrar-se deles todos produzindo a sua própria energia. As comercializadoras vão viver do diferencial entre aquilo que pagam à EDP e aquilo que lhe cobram. Mais chulos metidos no circuito da electricidade, mais interesses a sustentar.

 

 

Chico-esperteza da EDP

Posted by admin on August 29, 2012
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Em Portugal até empresas idóneas como a EDP são chicas-espertas. EDP Universal e EDP Comercial partilham os mesmos símbolos para nos enganar. Não assinem contratos com a COMERCIAL!!! A pessoa comum julga que EDP é EDP mas não é. E não há um único jurista capaz de processar estes espertos por enganarem o consumidor?

Energia das ondas racionalmente aproveitada

Posted by admin on August 29, 2012
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Da regulação à cartelização

Posted by admin on August 13, 2012
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Todos já sabem, bem ou mal, o que vai acontecer dentro de pouco tempo com a chamada liberalização do mercado da energia. Toda a gente espera que o preço suba com o aumento da concorrência quando o que devia acontecer é o contrário, um aumento da concorrência devia significar preços mais baixos.

Mas a «besta» portuguesa já está habituada a estes estratagemas dos tios quando querem passar a lucrar mais pela venda do mesmo bem ou serviço. Recebi hoje uma carta da Galp energia que apenas me tem escrito uma vez por ano quando se trata do acerto anual. Este ano, que dizem ter sido muito mais frio que os outros, paguei 300 euros mais. Também porque o IVA subiu. Mas acabo de receber uma carta/folheto da Galp que reza assim:

Provavelmente já ouviu falar da liberalização do mercado de electricidade e de gás natural, mas desconhece em detalhe, o que vai acontecer. …

Falso, sei que os preços vão aumentar ainda mais e não vai ser pouco. Porque sendo as fontes de produção as mesmas, a entrada de mais operadores tem que necessariamente significar um aumento de preço. Como pode haver livre concorrência se todos os que me vendem a electricidade ou o gás o compram no mesmo fornecedor?

… Com a aplicação dos recentes diplomas legais ficou definido o processo de extinção das tarifas reguladas e os prazos para a passagem dos clientes para o mercado livre.

Com a extinção das tarifas reguladas eu até estou de acordo pois não faz sentido que exista uma ERSE cujo papel é regular o preço, isto é, impor ao fornecedor de energia um preço «político» mas o estado acaba por financiar o famoso «défice tarifário» da EDP, diferença entre o preço a que ela venderia e o preço «regulado» pela ERSE. De loucos! O consumidor acaba por pagar esse preço de venda à EDP, na medida em que o estado tem que arrecadar mais impostos em geral para cobrir o défice da EDP. Portanto, vai hever dois tipos de encarecimento, um porque se acaba a mama dos preços regulados que andamos a pagar nos impostos mas que vamos continuar a pagar porque não vão reduzir por isso os impostos, pelo contrário, se puderem ainda os aumentam mais por causa da dívida soberana; outro porque haverá mais chulos a viver à conta da energia distribuída nas redes domésticas que só é interessante para os operadores se eles se cartelizarem para lixar o consumidor.

Ao consumidor só restarão duas soluções: ou celebra contrato com um desses operadores e sujeita-se aos preços cartelizados ou se torna independente e produz a energia de que precisa a partir de um combustível ou fonte a que tenha acesso, basicamente Sol, vento ou biocombustíveis. Porque a electricidade, o gás, gasolina, gasóleo, etc., isso tudo está cartelizado e não há concorrência.

Como queremos mantê-lo informado, apresentamos no verso o calendário de extinção das tarifas reguladas de gás natural e sugerimos que consulte os sites www.erse.pt ou www.dgge.pt para informações sobre a extinção de tarifas reguladas de electricidade.

Mas que amabilidade, querem manter-nos informados, vejam só. Lindos meninos! Realmente são uns amores de pessoas que só não fazem mais pelo consumidor porque não podem, coitados. Passemos ao calendário:

O Decreto-Lei n.º 74/2012 de 26 de Março, define a seguinte calendarização para a extinção das tarifas reguladas:

- 1 de Julho de 2012, fim das tarifas reguladas para os consumidores domésticos de maior dimensão e pequenas empresas (clientes do 3.º e 4.º escalão);

- 1 de Janeiro de 2013; fim das tarifas reguladas para a totalidade dos consumidores domésticos (todos os escalões de consumo).

Portanto, a partir de 1 de Julho passado a Galp já não celebra contratos de fornecimento dos 3.º e 4.º escalões de consumo. Já o consumidor tem que ir à procura de quem lhe REvenda o gás, digamos que a Galp continua a vender a um revendedor, sem subsídio do estado e de modo a ter lucro ela e o comercializador autorizado que entra no circuito.

Note-se o nome que foram inventar para estes novos chulos, comercializadores.  De facto eles não fazem a ponta de um corno, não produzem, não distribuem, não nada! Apenas é a eles que você paga a conta da energia que consome, e eles pagam por sua vez a quem a distribui pelas redes que teve que instalar, EDP ou Galp ou sei lá quem. É como se você fosse comprar fruta a uma quinta onde ela é produzida e não pagasse ao produtor mas a um chulo que se postou à porta da quinta e fez um contrato com o produtor nesse sentido. Você paga de modo que os dois, produtor e chulo, tenham lucro. Ainda se fosse só um chulo… Mas não, vão ser muitos chulos mais a mamar na teta da energia. E o Zé paga ou o Zé fica sem luz, sem gás, sem água. Porque também a água vai ser cartelizada e você vai ter que pagar muito mais por ela, para além do que já paga pelo esgoto, pelo lixo, e por sei lá que mais.

Este é o país que temos, onde as únicas fontes de rendimento são serviços e por isso eles são alvo da cobiça dos tios e não há-de tardar muito, quando você receber o seu ordenado, as marabuntas fazem um festim, liquidam logo tudo na origem e você fica sem dinheiro para remédios, comida, calçado, etc.. Livros? «Livros são papéis pintados com tinta…»

Para terminar, se você usufrui de tarifa «regulada», deixe-se estar até ver como é que estas evoluem e só mude quando a «regulada» for mais cara que a de venda livre. Mas se puder, torne-se independente de qualquer forma. Se pode fazer um furo de água, faça; se puder produzir energia pelo Sol e vento ou biomassa barata, lenha, serradura, pelets, biodiesel, etc., produza.

‎[...] Do eduquês ao economês

Posted by admin on August 5, 2012
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Por LUÍS FILIPE TORGAL

Fundamentos para a implosão de um ministério

Quando Nuno Crato tomou posse, como ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência, muitos acreditaram que ele iria colocar nos eixos a educação deste país. Recorde-se que o matemático, gestor e cidadão Nuno Crato destacou-se como crítico, tão lúcido quanto intransigente, das anteriores políticas educativas — execrou as «ideologias pedagógicas românticas», desmontou a «pura retórica» do ensino por «competências» e bateu-se por uma melhor formação científica dos professores e dos alunos (O ´eduquês` em discurso direto, 2006).

Tendo denunciado, em múltiplos fóruns, a «falta de clareza» e a fraca exigência do eduquês, teria chegado o momento de ele e os seus colaboradores construírem um novo modelo educativo mais claro, responsável, exigente e disciplinador. Para utilizar a sua vibrante e polémica metáfora: teria chegado o momento de fazer «implodir» o ministério da Educação.

Se muitos depositaram fé e esperança no seu mandato ministerial, outros, que também se habituaram a ouvir e a respeitar o seu discurso crítico sobre o estado da nação e do seu sistema educativo, assumiram uma atitude mais cética. Perguntavam-se: Como poderá Nuno Crato mudar o estado a que chegou a educação se a nação e o seu Governo estão prisioneiros de uma política de austeridade pura e dura, cega e inconsequente, que não olha a meios para atingir os seus mais insondáveis fins?

Ainda que com esta inevitável contingência, Nuno Crato aceitou o lugar — por idealismo, por ingenuidade, por ambição ou por uma mistura de todas estas razões. (Eis uma questão que não é de somenos importância, porquanto nos permite refletir sobre os motivos que levam os políticos ou outros cidadãos a ambicionarem serem ministros.) E iniciou o seu árduo trabalho: aboliu (e bem) a avaliação por competências; decretou exames no 6.º ano (e fez bem); reformulou a estrutura curricular sem primeiro procurar repensar e reformular programas (e fez mal); e, pelo meio, com olímpica displicência, defraudou expectativas e ignorou direitos adquiridos de estudantes do ensino secundário que, no final do ano letivo anterior, deveriam ter recebido 500 euros do ministério da Educação, pelo seu excecional mérito académico.
Estas duas últimas medidas levaram os seus simpatizantes a desconfiarem das suas capacidades para impor a sua vontade e sentido ético no ministério da Educação. Estaria ele refém de alguns elementos do executivo do qual faz parte? Teria ele autoridade para decretar mais exigência pedagógica, científica e ética na escola portuguesa num governo politicamente coordenado por um ministro que parece desprezar tais valores?

Mas o pior estaria ainda para vir. Prosseguiu a política dos mega-agrupamentos, decretou o aumento de alunos por turma, ordenou, aleatoriamente (importa aqui enfatizar o advérbio de modo), o encerramento de muitos Centros de Novas Oportunidades sem criar reais alternativas para o ensino de adultos em vários concelhos; impôs fortes restrições à criação de Cursos de Formação e Educação e de Cursos de Educação e Formação para Adultos. E, no passado mês de junho, avançou com a publicação do despacho normativo n.º 13-A/2012, quando os professores se encontravam esgotados e concentrados, entre outras tarefas, nos delicados processos de avaliação final dos seus alunos, assim como no trabalho de correção de exames e de execução da sua complexa máquina burocrática.

Este intrincado decreto sobre a organização do próximo ano letivo, imposto tardiamente e à socapa, num momento tão difícil do funcionamento das escolas, teve apenas um propósito: através de engenhosas e cínicas artimanhas, obrigar os professores a lecionar mais horas letivas e com isso diminuir o número de horários.

As consequências destas políticas são desastrosas para os professores. Fala-se em mais de vinte mil professores sem horário. Números que, decerto, configuram o maior despedimento coletivo, a curto ou médio prazo, alguma vez feito no nosso país. A situação no interior das escolas é dramática, com os professores dos seus quadros de nomeação definitiva, em muitos casos com quinze, vinte ou mais anos de serviço, a serem obrigados a concorrer para outras escolas onde também não irão encontrar lugar. E com os professores destacados ou contratados — muitos deles com dez, quinze ou mais anos de serviço — a verem-se na iminência de ficarem desempregados.

Bem sei que toda esta questão é pouco preocupante — e, porventura, risível — para alguns setores da sociedade. Uns, por notórios complexos de inferioridade, habituaram-se a olhar com escárnio para a escola e os seus professores. Outros, porque o seu sectarismo partidário leva-os a defender dogmaticamente todas as políticas do partido em que votaram. Outros ainda, por razões ideológicas, pois convenceram-se de que o Estado deve abdicar das suas funções sociais e, portanto, tem de reduzir furtivamente (e fortuitamente) as despesas na educação, na saúde ou na justiça. E para isso é preciso dispensar professores.

Mas desconfio que muitos destes cidadãos, que são também encarregados de educação, não perceberam o que realmente está em causa. E o que está em causa é, afinal, o não cumprimento para a escola pública do tal modelo educativo mais claro, responsável, exigente e disciplinador outrora defendido por Nuno Crato.

Doravante, as escolas e as turmas vão ser bem maiores. Os alunos com vocação para seguirem a via profissional, por falta de alternativas, vão ser integrados nas turmas do ensino normal. Os professores vão ser obrigados a cumprir mais horas letivas, passam a lecionar mais aulas a mais alunos de mais e maiores turmas e, em muitos casos, em várias escolas em simultâneo, e têm ainda de articular o seu trabalho em departamentos e grupos disciplinares demasiado numerosos. Doravante, não vai também existir ensino para adultos nos concelhos com menor população.

Tudo isso tem, pois, um preço que não passa «apenas» pelo aumento catastrófico do desemprego dos professores. Esse preço a pagar será o seguinte: mais ensino de massas e menos educação inclusiva; ingovernabilidade dos mega-agrupamentos superlotados, que estarão condenados a uma gestão distante e impessoal; condições deploráveis para prestar apoio pedagógico individualizado a alunos e assistência personalizada a encarregados de educação; impossibilidade de muitos alunos optarem por vias alternativas profissionalizantes; insustentável deterioração do ambiente da sala de aulas; agravamento, para níveis nunca antes vistos, da indisciplina e da violência escolar entre alunos e entre alunos e professores — situação que, aliás, será potencializada pela grave crise económica e social que o país atravessa; e ainda menos acesso dos adultos à formação escolar.

É verdade que o ministro terá, entretanto, avaliado as consequências trágicas das suas políticas e procurado emendar a mão com duvidosas medidas avulsas de última hora. Mas os erros grosseiros já estavam cometidos…
Porque está em causa, talvez como nunca, o futuro da escola pública, é preciso reagir. É preciso que os professores, os pais e todos aqueles que ainda se preocupam com a qualidade da educação façam implodir esta política educativa. Caso contrário, esta política educativa acabará por fazer implodir o país.[...]

Quando o presidente Richard Nixon proclamou, no início da década de 1970, que queria garantir a independência energética nacional, os Estados Unidos importaram um quarto do seu petróleo. No final da década, depois de um embargo do petróleo árabe e da revolução iraniana, a produção nacional estava em declínio, os norte-americanos estavam a importar metade das suas necessidades petrolíferas, com um custo de 15 vezes mais, e acreditava-se que o país estava a esgotar o gás natural.

via A independência energética num mundo interdependente – Joseph Nye – PUBLICO.PT.

Logo mais analisarei melhor este artigo e comentarei.

Até quando posso mudar de contrato de fornecedor de energia?

. De 1 de Julho de 2012 até 31 de dezembro de 2014 para os consumidores de eletricidade em baixa tensão normal com uma potência contratada igual ou superior a 10,35 kVA e para os de gás natural com um consumo anual superior a 500 m3 e inferior ou igual a 10.000 m3.

. De 1 de Janeiro de 2013 até 31 de dezembro de 2015 para os consumidores de eletricidade em baixa tensão normal com uma potência contratada inferior a 10,35 kVA e para os de gás natural com um consumo anual inferior ou igual a 500 m3.

via Saiba o que fazer para mudar os contratos da luz e do gás – Renascença.

Enquanto puder, deixe-se estar na EDP. Altere a sua tarifa para bi-horária e desloque os consumos para a noite. Instale lâmpadas LED, não utilize nenhuma espécie de aquecimento eléctrico. Fornos, aquecedores, ferro de engomar são os grandes consumidores. O frigorífico no mínimo, a máquina de lavar à noite e de preferência no programa mais longo e «frio».

Poupe também na água, veja se os autoclismos vedam bem, vale a pena consertá-los. Aquele fiozinho de água dá metros cúbicos por ano.

Poupe no gás também, reduza a duração dos banhos e o tempo de cozedura. A melhor forma de cozinhar é depressa, tem menos perdas. Panela de pressão, lume no máximo e quando começar a ferver passar para o mínimo.

Não se deixe ludibriar pelo MERCADO LIVRE!